Na sequência das alterações na sua estrutura acionista durante o ano de 2012, a REN fortaleceu as condições que contribuem para uma projeção internacional diferenciada e possui agora um leque alargado de vantagens competitivas que permitem uma efetiva internacionalização assente nas suas competências centrais.

Neste sentido, no ano de 2012, a REN revisitou o seu plano estratégico para o período 2013-2016, tendo identificado a internacionalização da sua atividade como um dos pilares fundamentais da estratégia futura da empresa.

Foi definido um conjunto de linhas orientadoras para o programa de internacionalização da REN, das quais se destaca o objetivo de, no âmbito das competências centrais da empresa, diluir a exposição a um único mercado regulado, através da diversificação de investimentos e de fontes de receita. Na execução do seu plano de internacionalização, a REN irá assegurar o correto equilíbrio no uso dos seus recursos entre oportunidades de M&A – projetos geradores de fluxos de caixa imediatos – e oportunidades greenfield – projetos com prazos de implementação longos. Considerando o risco associado e as circunstâncias competitivas dos mercados-alvo, a internacionalização será faseada no tempo e ponderada caso a caso, com uma atitude de prudência financeira, garantindo um retorno adequado nos investimentos realizados.

No âmbito do plano de internacionalização, foram identificadas prioridades geográficas de expansão e consolidação da presença internacional da empresa, nomeadamente: América do Sul, África Austral, países da Europa, Médio Oriente e Ásia, e ainda Estados Unidos da América (este último conjunto de geografias de acordo com uma lógica ‹‹oportunista››)

Durante os anos de 2012 e 2013, a REN conduziu várias missões de reconhecimento em algumas das zonas identificadas, tendo também encetado negociações para aquisições de participações e para a provisão de serviços de consultoria junto de empresas e governos detentores de infraestruturas energéticas. Em 2013, e no seguimento do trabalho exploratório desenvolvido, a REN participou pela primeira vez em processos formais de M&A e greenfield no segmento da transmissão de energia. Estas operações, apesar de não terem sido concluídas com êxito, representaram os primeiros passos do processo de internacionalização da REN, e permitiram obter uma visibilidade e experiência internacional bastante relevante, que se revelará proveitosa em futuros projetos.

Como principais desenvolvimentos no âmbito do plano de internacionalização da REN, importa destacar:

América do Sul

  • Identificação e monitorização de oportunidades de interesse estratégico com materialização no curto prazo, tanto oportunidades de consultoria como de M&A e greenfield (Colômbia e Peru)


África Austral

  • Participação estratégica no consórcio de desenvolvimento do projeto Sociedade Transmissão de Energia (STE) em Moçambique, responsável pelo desenvolvimento, operação e manutenção da Rede Eléctrica Nacional de Transporte de Energia Eléctrica em Alta Tensão (o projeto “espinha dorsal”) de cerca de 2.000 quilómetros com ligação à África do Sul e a futuros projetos de produção hidroelétrica e termoelétrica
  • Identificação de oportunidades maioritariamente realizáveis no médio/longo prazo
  • Aprofundamento das relações com stakeholders locais através da prestação de serviços de consultoria


Europa

  • Identificação de potenciais oportunidades para aproveitamento do conhecimento técnico da REN no contexto energético europeu


Médio Oriente e Ásia

  • Princípio de acordo para a realização de projetos de consultoria para apoio no projeto de redes energéticas e nos desafios de integração de renováveis


A REN irá assegurar uma lógica de sustentabilidade do grupo alavancando a sua eficiente e reconhecida experiência nacional como operador dos sistemas de transporte de eletricidade e gás natural, procurando:

  • identificar parcerias com operadores de redes energéticas de referência a nível internacional que possam traduzir-se em acordos de cooperação operacional de intercâmbio técnico e avaliação de negócios de interesse comum;
  • estabelecer e formalizar relacionamentos com as agências multilaterais internacionais de apoio ao desenvolvimento e ao financiamento em infraestruturas.